Welink Accountants Welink Accountants
Normas IFRS

Normas IFRS

Welink Accountants

Welink Accountants

IFRS significa Normas Internacionais de Relatório Financeiro e é uma norma financeira internacional. Têm sido a linguagem contabilística padrão no mundo desde 2005. Tornam possível a normalização dos dados contabilísticos, tais como balanços, e melhorar a transparência das empresas a nível internacional.

 

Obrigatórias para empresas cotadas e grupos transfronteiriços, facilitam bastante o comércio entre países. 

 

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre estas normas revolucionárias e indispensáveis.

 

 

Resumo:

 

1. O que são as IFRS?

  • a. Como são desenvolvidas as normas IFRS?
  • b. IAS e IFRS
  • c. Objetivos das IFRS

2. Os princípios das IFRS

3. Noções básicas

  • a. Valor justo
  • b. A diferença de reavaliação
  • c. Valor em uso
  • d. Depreciação

4. Quem é afectado pelas IFRS?

  • a. As PME podem aplicar as IFRS?

5. Conclusão

 

 

 

1. O que são as IFRS?

 

Em 1973, os institutos de contabilidade de nove países, incluindo a França, decidiram criar o Comité Internacional de Normas Contabilísticas (IASC- International Accounting Standards Committee). A missão deste comité é a de definir princípios contabilísticos comuns. 

 

No passado, o comércio entre países era particularmente complexo. Era necessário informar-se sobre o sistema contabilístico de um país, ou recorrer a um perito, antes de considerar qualquer coisa.

 

As normas internacionais de contabilidade na União Europeia são regidas pelo Regulamento (CE) 1606/2002 de 19 de Julho de 2002.

 

 

Como são desenvolvidas as normas IFRS?

As IFRS são criadas pela International Financial Reporting Standards Foundation, uma organização internacional sem fins lucrativos. 

 

São desenvolvidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e interpretadas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) através de um processo transparente e participativo. 

 

De cinco em cinco anos, o IASB realiza uma consulta para definir as prioridades de definição das normas internacionais.

 

 

IAS e IFRS

Em 2005, apareceram as normas IFRS. Elas complementam as Normas Internacionais de Contabilidade ou IAS. As IAS foram a primeira tentativa de criar normas contabilísticas na década dos anos 70. 

 

Existem as IFRS 1, IFRS 2, etc., que são normas de relato financeiro IFRS, e as IAS 1, IAS 2, etc., que são normas contabilísticas IFRS.

 

 

Objetivos das IFRS

O objectivo destas normas internacionais é harmonizar a apresentação das demonstrações financeiras e contabilísticas das empresas através de um sistema contabilístico uniforme nos diferentes países.

 

Isto torna o comércio entre países mais suave e mais simples. As empresas podem fornecer informações financeiras necessárias aos investidores em ações, credores e outros credores para os ajudar na sua tomada de decisões.

 

 

2. Os princípios das IFRS

 

As IFRS baseiam-se em certos princípios:

 

  • a primazia da substância sobre a forma;
  • a abordagem do balanço (prioridade do balanço sobre a declaração de rendimentos)
  • o princípio da neutralidade
  • o princípio da prudência;
  • a avaliação pelo justo valor dos activos e passivos da empresa;
  • a prioridade dada ao ponto de vista do investidor;
  • a importância dada à interpretação;
  • a ausência de textos sectoriais específicos.



3. Noções básicas

 

As IFRS baseiam-se em quatro conceitos:

 

 

Valor justo

O justo valor é um método de avaliação de ativos utilizado nas IFRS. A IFRS 13 define o valor justo como "o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou pago para transferir um passivo numa transação entre participantes do mercado em condições normais de mercado na data de mensuração".

 

Na contabilidade "tradicional", quando um activo é adquirido, o seu valor, o custo "histórico", permanecerá idêntico ao longo do tempo. O princípio do valor justo significa que o valor do activo mudará entre o momento em que é adquirido e o momento em que é revendido, por exemplo. O objectivo é reconhecer uma potencial perda ou ganho de valor do activo e assim mostrar aos potenciais investidores a realidade "económica" e não a realidade "contabilística" dos activos da empresa.

 

O montante do valor justo é portanto o preço líquido de venda menos os custos de venda.

 

 

A diferença de reavaliação

O excedente de reavaliação diz respeito à reavaliação de ativos tangíveis e financeiros. Esta diferença é regulada pela IAS 16.

Antes de calcular o excedente de reavaliação, é necessário calcular o valor contabilístico líquido. O valor contabilístico líquido é calculado a partir do valor bruto de um ativo, do qual é deduzida a depreciação.

 

O excedente de reavaliação é assim igual ao justo valor, a partir do qual o valor contabilístico líquido será deduzido. 

 

É possível calcular a atribuição em anos futuros a partir deste excedente de reavaliação. Isto é feito através da divisão do justo valor pelo número de anos futuros.




Valor em uso

O valor em uso é útil para fazer previsões de fluxo de caixa ao abrigo das IFRS. Para quando uma empresa planeou adquirir equipamento que irá gerar dinheiro, o valor em uso corresponde ao valor actual dos fluxos de caixa futuros susceptíveis de serem gerados por este equipamento, que pode ser um ativo ou uma UGC (Unidade Geradora de Dinheiro). Este conceito encontra-se na IAS 36.

 

 

Depreciação

A IAS 36 aborda a questão da deficiência. De facto, para além da depreciação, pode ocorrer uma deficiência.

 

Se houver uma indicação de que um ativo pode estar em imparidade, a empresa deve estimar o montante recuperável do ativo. Se o valor recuperável for inferior ao valor contabilístico, deve ser reconhecida uma perda por imparidade. O valor recuperável de um ativo ou UGC é o mais elevado do seu justo valor (menos os custos de venda) e o seu valor de utilização.

 

 

4. Quem é afectado pelas IFRS?

 

Nascidas na Europa, as IFRS foram implantadas em mais de 160 países, tais como o Canadá, 

 

os Estados são livres de aplicar ou não as normas IFRS. Dentro da União Europeia, as empresas cotadas num mercado regulamentado europeu são obrigadas a aplicar estas normas às suas contas consolidadas. Em França, as empresas não cotadas que apresentam contas consolidadas têm também a opção de adotar estas normas.

 

Mesmo que cada país tenha a sua própria estrutura, as IFRS servem de modelo.

 

Mais de 160 países, incluindo Austrália, China, Brasil, Rússia, Arábia Saudita, Japão, Canadá, Arménia, Egipto e Ucrânia, adoptaram parcial ou totalmente as IFRS. 

 

 

As PME podem aplicar as IFRS?

Para facilitar a sua utilização, foi criado um quadro de referência simplificado conhecido como "entidades privadas IFRS" ou "PME IFRS", caso optem por esta normalização. Este quadro de referência elimina certas normas que não são relevantes para as pequenas empresas e permite-lhes utilizar métodos mais simples, bem como reduzir os custos de implementação das IFRS.

 

 

5. Conclusão

 

Desde os anos 70, muitos países têm tentado normalizar as normas contabilísticas a fim de facilitar o comércio entre países. Com a criação da União Europeia, esta necessidade de unidade cresceu significativamente e levou ao desenvolvimento das IFRS em 2002.

 

Estas normas aplicam-se agora dentro da União Europeia e mesmo fora dela.

 

É um contabilista certificado ou um revisor oficial de contas?

Referencie o seu escritório no primeiro site especializado em contabilidade.